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Turma do Mapinho e a Gincana das Frutas

Naquela manhã, o sol já iluminava os campos quando Mapinho terminou seu café da manhã que sua mãe havia preparado com muito carinho. Em seu quarto, colocou em sua mochila os livros que usaria na escola e assim que saiu de casa, encontrou com seu pai chegando da lavoura, ele carregava algumas caixas de frutas recém colhidas, algumas ainda com gotículas de orvalho.

— Bom dia, filhão! Já está indo para a escola?

— Já! — respondeu Mapinho, animado.

O pai pegou um cacho de uvas e entregou para o filho. Disse para que ele a levasse caso sentisse fome mais tarde, Mapinho agradeceu e guardou a caixa na mochila. Ele ainda não sabia, mas aquelas frutas mudariam completamente o seu dia.

Mapinho caminhava tranquilamente, cumprimentando a todos que passavam por ele. O sol estava agradável e os passarinhos cantavam nas árvores. Até que de repente, ele ouviu alguém lhe chamando. Olhou para os lados e não viu ninguém, logo, ouviu novamente e percebeu que a voz vinha de dentro de sua mochila. Abriu o bolso lateral e para sua surpresa, era o cacho de uvas quem estava o chamando.

— Finalmente! Achei que você nunca fosse perceber!

Confuso, Mapinho sentou-se na sombra de uma árvore. A uva explicou a ele que todas as frutas falavam, mas os humanos só ouviam quando elas queriam que ouvissem e ele se sentiu honrado e animado com aquilo. A fruta contou que havia um sério problema acontecendo, o Vilão Capitão Moleza havia chegado nas redondezas e estava sugando as energias das crianças, fazendo com que elas perdessem a vontade de brincar e se exercitarem.

— E o que isso tem a ver com vocês, frutas?

— Tudo! — ela explicou que com isso as crianças deixam de querer comer comidas saudáveis, como frutas, e consequentemente, as frutas perdem suas energias, e tudo isso só fortalece o Capitão Moleza.

Mapinho ficou triste com a notícia e quis saber como poderia ajudar.

— Você está sempre brincando com seus amigos e realizando atividades físicas, certo?

— Sim, sempre! — respondeu Mapinho, curioso com o que isso significava.

E então a uva explicou que a melhor maneira de derrotar o Capitão Moleza era incentivando as crianças a praticar esporte, correr, pular, nadar, enfim, brincar, pois isso o enfraqueceria e ele não teria forças para continuar sugando a energia das crianças. Mapinho disse que sabia exatamente o que fazer, guardou o cacho de uvas novamente e saiu em disparada rumo à escola.

Lá chegando, reuniu seus amigos Nina, Leco e Bia e explicou toda a história que a fruta havia lhe contado. Os amigos ficaram encantados ao saber que era possível conversar com as frutas e Mapinho, depois de muita insistência de Leco, teve que apresentar seus amigos à fruta, carinhosamente chamada por eles de Dona Uva. Todos ficaram preocupados com a situação e se prontificaram a ajudar. Mapinho explicou aos amigos sua ideia: organizar uma grande gincana com todas as crianças da região.

— Precisamos de muitas atividades diferentes. Corrida, pular corda, jogar bola…

Nina sugeriu usarem o lago próximo à escola para natação, Leco sugeriu brincadeiras de equilíbrio e Bia deu a ideia de oferecer um enorme banquete de frutas ao final para os participantes. Todas as ideias foram aceitas e anotadas por Mapinho.

A manhã passou tranquila entre aulas de matemática, português e biologia. Após as aulas acabarem, a Turma se reuniu para colocar a ideia em prática. Nina desenhou diversos cartazes anunciando a Grande Gincana e saiu para divulgar, Leco elaborou a dinâmica e como a gincana iria funcionar, Bia foi conversar com os produtores da região para pedir as frutas do banquete, e Mapinho tratou de organizar o local onde aconteceriam as atividades.

Durante a tarde, crianças de toda a região se reuniram no gramado ao lado da escola, curiosos e animados com a gincana. Bia e Nina organizaram as crianças em equipes e Mapinho explicou a elas como funcionaria, enquanto isso Leco fazia anotações de tudo que pudesse ser importante.

A gincana começou com uma corrida até a grande árvore, depois vieram os saltos, a corrida de obstáculos, pular corda, embaixadinhas, andar de bicicleta, equilibrar num pé só. Era bola correndo para lá, peteca voando para cá e muita alegria por todos os lados, e cada vez chegava mais e mais crianças para participar.

De repente, Mapinho observou lá no canto, atrás de uma árvore, uma figura sem cor e quase desaparecendo, era o Capitão Moleza perdendo suas energias, ele estava triste e solitário. Mapinho se compadeceu e foi até ele, entregou uma pipa colorida com uma rabiola enorme em suas mãos e o convidou para se juntar à gincana. Capitão Moleza olhou para ele sem entender, mas logo se deu por convencido e correu para junto das crianças. Aos poucos suas cores foram voltando e ele já nem se lembrava mais o porquê tinha aquele nome.

Ao final da gincana, todos estavam exaustos de tanto correr e brincar, e então chegou a hora do grande banquete. Bia chamou a todos para perto de uma mesa enorme cheio de frutas das mais diversas, morangos, uvas, melancias, maçãs, laranjas, entre outras tantas. Havia também sucos e pães preparados com muito carinho pela cafeteria do Seu Anésio e Dona Margarida.

Naquela tarde, as crianças descobriram que energia não servia apenas para correr e brincar, servia também para reunir pessoas, fazer novos amigos e transformar uma simples tarde em uma grande festa. A Dona Uva saltou da mochila de Mapinho para a mesa, piscou para os novos amigos e agradeceu:

— Muito obrigado, crianças, vocês salvaram o dia!